3 dicas para incorporar tecnologias educacionais no contexto das restrições ao uso de celulares em sala de aula

Aluna utilizando Learning Book no Colégio Fênix Guaratinguetá

Sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2025, a Lei federal 15.100/2025 passa a limitar o uso de aparelhos eletrônicos para fins não didáticos– durante as aulas, nos recreios e nos intervalos em todas as etapas da educação básica -, permitindo que os estudantes utilizem os celulares em situações com intencionalidade pedagógica, em casos de emergência ou de necessidades de saúde.

O uso pedagógico da tecnologia merece um capítulo à parte. Considerando a Lei nº 15.100/2025, a proibição do uso dos aparelhos não se aplica ao uso pedagógico desses dispositivos. A norma determina que “o uso dos celulares e de qualquer tecnologia em sala de aula deve ser pautado por uma intencionalidade pedagógica clara”.

Além disso, a maior parte das escolas defende ‘o bom uso das tecnologias em sala de aula’. É o que aponta o levantamento feito pela Pesquisa TIC Educação 2023, que analisou o uso da tecnologia no ambiente escolar. O estudo revelou que 40% das 3 mil instituições entrevistadas utilizam ferramentas como plataformas digitais de aprendizagem. Para Raphaela Chicarino, coordenadora pedagógica do Colégio Fênix Guaratinguetá, os dispositivos eletrônicos, quando usados de forma consciente e orientada, podem ser aliados valiosos no processo de aprendizagem:

“Ao estabelecer diretrizes claras para o uso da tecnologia, as escolas valorizam tanto as metodologias tradicionais quanto as inovações digitais, promovendo o desenvolvimento de competências importantes, como o pensamento crítico, a criatividade e a resolução de problemas”, justifica.

A proposta da nova legislação é encontrar o equilíbrio entre o digital e o analógico. Pensando nisso, os coordenadores Raphaela Chicarino e Celso Aquino, também do Colégio Fênix, separaram 3 dicas para garantir o uso correto de tecnologias educacionais. Confira!

  1. Estabeleça regras claras para os alunos:Nesse momento de transição, é essencial que a instituição elabore um regulamento interno, que vá ao encontro da nova lei. Além disso, é importante promover a comunicação não só entre professores e alunos, mas também entre pais e responsáveis para que todos estejam cientes das consequências do uso indevido desses aparelhos durante o horário escolar.
  • Ofereça aparelhos próprios para o estudo:Uma prática eficaz para evitar a distração e o uso imprudente dessas tecnologias é substituir os aparelhos pessoais — como smartphones e tablets — por dispositivos digitais oferecidos pela escola, integrando ferramentas como aplicativos educacionais, plataformas de gamificação e ambientes virtuais de aprendizagem.

“Aqui no Colégio Fênix Guaratinguetá, já utilizamos o Learning Book para substituir celulares no ambiente escolar desde 2022, com muito sucesso. Os professores utilizam para atividades de pesquisa, simulação matemática, laboratórios virtuais de física, química e biologia, jogos pedagógicos, leitura crítica e reflexão sobre o próprio uso da tecnologia e muito mais, de forma a complementar a proposta pedagógica da escola”, comenta Celso Aquino.

  • Adote soluções de controle e de monitoramento:Para proteger a segurança dos alunos e garantir que os estudantes utilizem as tecnologias com foco no aprendizado, a escola pode implementar aplicativos e softwares que restrinjam o acesso a conteúdos inadequados. É possível, também, configurar as redes de Wi-Fi para permitir acesso somente a plataformas e a sites educativos.

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