Sem viatura ou com viatura, uma coisa é fato: a licitação deveria ter sido feita antes da GM ficar sem viaturas

A incompetência administrativa atingiu um novo e perigoso patamar em Jundiaí, deixando a Guarda Municipal em uma situação humilhante: sem viaturas alugadas para patrulhar a cidade. A falha grotesca em renovar a tempo um contrato de locação com a empresa C.S Brasil resultou no absurdo de guardas municipais serem orientados, em grupos de WhatsApp, a fazer rondas a pé, como se a segurança pública pudesse depender da sola de um sapato.

A crise foi exposta em um comunicado interno que revela o completo despreparo da gestão. Na mensagem, um subinspetor informa sobre a devolução dos veículos, enquanto uma guarda veterana desabafa, incrédula: “Em todo meu tempo de guarda, essa é a primeira vez que passarei por isso”. A responsabilidade tem um endereço claro: a administração que permitiu que um contrato essencial para a segurança da cidade expirasse sem um plano B.

Como se não bastasse a falha contratual, uma apuração constatou que viaturas da prefeitura estão simplesmente encostadas problemas mecânicos. Este é o retrato do descaso que precede a crise atual, mostrando que o problema é crônico e não pontual.

A tentativa de controlar a narrativa

Confrontada com os fatos, a Prefeitura de Jundiaí optou pela negação e pela transferência de culpa. Em uma nota rasa, a assessoria de comunicação limitou-se a dizer que “Jundiaí não está sem viaturas!”, uma afirmação que desafia a realidade vivida pelos próprios agentes. O posicionamento oficial foi terceirizado para o secretário de Segurança, Balbino Rigo, que, em seu perfil pessoal de Instagram, culpou a gestão anterior por não ter planejado a ampliação da frota.

A manobra é óbvia: desviar o foco de uma falha que ocorreu sob a atual administração. O secretário promete um novo edital apenas para a próxima sexta-feira (19), um reconhecimento tardio de um problema que deveria ter sido resolvido meses atrás. Para completar, Rigo afirma que “a maioria da frota da GM é própria”, uma declaração vazia, já que ele não informa quantos desses veículos estão, de fato, funcionando.

Enquanto a prefeitura se perde em desculpas e joga a culpa no passado, a realidade é uma só: a segurança da população de Jundiaí está comprometida pela pura e simples negligência administrativa. O patrulhamento a pé não é uma solução, é a prova de um fracasso.

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