O Brasil escreveu mais um capítulo de glória e frustração na história do Oscar. Na noite deste domingo (15), durante a 98ª cerimônia da Academia, realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, o país terminou com as mãos vazias — apesar de ter chegado à premiação com um recorde de cinco indicações, a maior marca da história do cinema nacional em uma única edição.
“O Agente Secreto”, longa-metragem de Kleber Mendonça Filho estrelado por Wagner Moura, foi o grande responsável pela representação brasileira, acumulando quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco. A quinta indicação ficou com o diretor de fotografia Adolpho Veloso, pelo filme “Sonhos de Trem”, na categoria de Melhor Fotografia.
Derrota em cada categoria
Apesar do favoritismo em Melhor Filme Internacional — onde era apontado como segundo colocado nas previsões, atrás do norueguês Valor Sentimental —, o Brasil não conseguiu converter nenhuma das cinco indicações em estatueta. Veja o que aconteceu em cada disputa:
- Melhor Escalação de Elenco – O Agente Secreto perdeu para Uma Batalha Após a Outra
- Melhor Filme Internacional – O Agente Secreto perdeu para o norueguês Valor Sentimental, de Joachim Trier
- Melhor Filme – A disputa foi vencida por Valor Sentimental
- Melhor Ator – O ganhador foi Michael B. Jordan (Pecadores)
- Melhor Fotografia – Adolpho Veloso, de Sonhos de Trem, perdeu para os concorrentes internacionais
Recorde histórico, mesmo sem troféu
Apesar do resultado, a participação brasileira não deixa de ser histórica. O Brasil igualou o recorde de indicações de Cidade de Deus (2004), que também somou quatro indicações em categorias centrais — Direção, Roteiro Adaptado, Fotografia e Montagem — sem vencer nenhuma. Desta vez, com cinco indicações no total, o país superou a marca anterior.
A presença do Brasil no Oscar, aliás, tem se tornado cada vez mais consistente. Em 2025, Ainda Estou Aqui conquistou o inédito título de Melhor Filme Internacional, quebrando décadas de frustração. A sequência de dois anos com indicações expressivas sinaliza uma nova fase do cinema brasileiro no cenário global.

