A empresa de tecnologia 99 anunciou que não irá mais operar o serviço de transporte individual de passageiros em motocicletas na cidade de São Paulo. A companhia deve direcionar seus investimentos ao setor de delivery. O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), confirmou ao Metrópoles que a desistência foi formal e que a empresa admitiu ter errado ao entrar em conflito com a administração municipal.
A decisão encerra uma disputa que havia se acirrado nos tribunais. No início deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia concedido uma liminar suspendendo trechos de lei e decreto do município que impunham restrições ao mototáxi por aplicativo. Mesmo assim, o serviço nunca chegou a ser reativado na cidade.
Em declaração divulgada nas redes sociais, o CEO da 99 no Brasil, Simeng Eang, ressaltou a relevância de São Paulo para os negócios da empresa e demonstrou otimismo com a nova fase de relacionamento com a prefeitura, sinalizando que a parceria deve gerar mais benefícios à população paulistana.
Entre os acordos firmados está a criação de um ponto de apoio para motociclistas, previsto para este ano e desenvolvido em conjunto com a gestão Nunes, que terá autonomia para definir o formato do espaço. Também foram apresentadas outras propostas durante a reunião, como a organização da mobilidade em grandes eventos com pontos de embarque exclusivos, a integração do transporte público dentro do aplicativo e a distribuição de vouchers para incentivar o uso do modal público entre os usuários da plataforma.
No campo do delivery, os números da empresa impressionam: somente nos últimos seis meses, mais de 32 milhões de pedidos foram realizados pelo 99food e pelo 99delivery, com uma rede de mais de 268 mil entregadores atuando na capital paulista.

