Servidores de Louveira entram em greve e ampliam pressão sobre gestão Paulo Finamore

Servidores públicos de Louveira iniciaram greve nesta quinta-feira, 23 de abril, em protesto contra a falta de reajuste salarial. A paralisação aumenta a pressão sobre o prefeito Paulo Finamore (MDB), que vem enfrentando críticas frequentes e sinais de insatisfação até entre eleitores.

Segundo representantes da categoria, a decisão foi tomada após várias tentativas de negociação sem avanço. Os servidores afirmam que o diálogo com a Prefeitura foi esgotado e que, até agora, nenhuma proposta concreta de recomposição salarial foi apresentada.

A principal reivindicação é um reajuste que recupere as perdas causadas pela inflação. Além disso, os profissionais cobram valorização e melhores condições de trabalho no dia a dia.

A situação também traz à tona um histórico que ainda gera desconforto entre os servidores. Em 2017, o então prefeito Junior Finamore, pai do atual chefe do Executivo, concedeu apenas 1% de reajuste após uma greve da categoria. Na época, o índice foi duramente criticado e visto por parte dos trabalhadores como uma forma de retaliação.

Agora, diante do novo impasse, cresce o receio de que a atual gestão siga um caminho semelhante.

Outro ponto que tem gerado críticas é a postura da comunicação da Prefeitura. A reportagem procurou o Executivo para comentar a greve, o andamento das negociações e possíveis propostas, mas não recebeu resposta. Profissionais de imprensa da região relatam que a dificuldade em obter retorno tem sido recorrente.

Enquanto isso, os impactos já começam a aparecer nas escolas. Há relatos de salas sem professores, o que preocupa pais e responsáveis. Uma mãe contou à reportagem que tentou marcar uma reunião com a professora da filha após suspeitar que a criança estava sendo deixada sem acesso a necessidades básicas durante o período escolar. Ao conferir o caderno de recados, encontrou uma mensagem da direção informando que não havia professora na turma.

A greve segue por tempo indeterminado, enquanto os servidores aguardam uma resposta oficial da Prefeitura e uma proposta que possa encerrar o movimento.

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