Região de Jundiaí abre campanha com 22 candidatos e tenta romper 12 anos sem representação

A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente no último dia 16, após o encerramento do prazo de registro das candidaturas, com a Região Metropolitana de Jundiaí apresentando um número inédito de postulantes a vagas no Legislativo federal e estadual.

Levantamento feito no DivulgaCand, do TSE, mostra que são 12 nomes na disputa por deputado federal e 10 na corrida por deputado estadual, ampliando a presença da região na busca por representação política em Brasília e na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O movimento acontece depois de um ciclo de 12 anos sem que Jundiaí e cidades vizinhas conseguissem eleger representantes próprios para a Câmara dos Deputados ou para a Alesp, período em que a região ficou dependente de parlamentares de outras localidades para encaminhar demandas, emendas e projetos.
A leitura de “apagão de representação” levou lideranças políticas, empresariais e comunitárias a pressionar pela formação de candidaturas locais. O resultado é uma verdadeira fila de nomes, numerosa e diversa, que agora tenta transformar presença em urna em cadeiras no Congresso e na Assembleia.

Deputados Federais

Na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, os 12 candidatos federais ligados à região são: Albino (Novo), Alexandre Pereira (Solidariedade), Cristiano Lopes (PP), Doutor Caboclo (PSD), Dr. Cláudio Miranda (PRD), Eduardo Vidal (Podemos), Ellen Martinelli (União Brasil), Fernando Pasqualino (PP), Luiz Fernando Machado (PL), Padre Silvio Andrei (Avante), Rosaura Almeida (PT) e Silas Feitosa (MDB). O grupo reúne perfis variados: prefeitos e ex-prefeitos, vereadores, lideranças partidárias, profissionais de saúde e comunicadores digitais, todos se apresentando como possíveis vozes de Jundiaí e entorno em Brasília.

Deputados Estaduais

Entre os candidatos a deputado estadual, o quadro também é amplo e mistura política tradicional com fenômenos de redes sociais. São 10 nomes atuando com vínculos à região: Danilo Joan (PP), Dika Xique-Xique (Podemos), Edicarlos Vieira (União Brasil), Faouaz Taha (PSD), João Paulo (PL), João Tosi (PSDB), Leandro Basson (Podemos), Marly Caldas (PSOL), Pedro Bigardi (PCdoB) e Soldado Maciel (Missão). A lista inclui ex-prefeitos, ex-vereadores, lideranças de bairros e comunicadores que decidiram transformar capital político e digital em projeto eleitoral.

Do lado dos partidos e lideranças tradicionais, nomes como Luiz Fernando Machado, Ellen Martinelli, Cristiano Lopes, Pedro Bigardi, Edicarlos Vieira, Faouaz Taha e Leandro Basson procuram capitalizar o histórico de atuação em cargos eletivos e executivos. Ex-prefeitos, primeira-dama, vereadores, ex-secretários e ex-vereadores se apresentam como alternativas para recolocar Jundiaí no mapa político da Alesp e do Congresso, defendendo pautas como investimentos em mobilidade, saúde, educação, proteção ambiental e desenvolvimento econômico, com destaque para a Região Metropolitana de Jundiaí.

Especialistas em eleições e lideranças locais, porém, chamam atenção para um ponto crítico: o excesso de candidaturas pode resultar em dispersão de votos, fenômeno que já foi determinante em outros pleitos e ajuda a explicar por que a região chegou a 2026 com 12 anos sem representantes próprios. No sistema proporcional, o quociente eleitoral exige volumes significativos de votos concentrados em alguns nomes; quando muitos candidatos dividem o mesmo eleitorado, aumenta o risco de que nenhum alcance a votação necessária para converter a força da região em cadeiras efetivas.

Nos primeiros dias de campanha, a tônica dos discursos tem sido justamente a necessidade de “voltar a ter voz” tanto em São Paulo quanto em Brasília. Em agendas, caminhadas, encontros em bairros e ações nas redes, candidatos repetem que Jundiaí, com seu peso econômico, populacional e estratégico, não pode permanecer mais um ciclo eleitoral sem representantes próprios.
Até o dia 4 de outubro, caberá ao eleitor da região decidir se essa nova fila de 12 candidatos federais e 10 estaduais conseguirá, finalmente, romper o período de ausência e recolocar a Regia Metropolitana de Jundiaí no centro das decisões da Alesp e do Congresso Nacional.

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