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Aeroporto de Viracopos é o sétimo com maior número de passageiros em condições de exigir compensação por problemas em voos, segundo organização internacional

Redação

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Estudo da AirHelp revela lista dos dez aeroportos com maior número de viajantes afetados e elegíveis à reparação de companhias aéreas.

Campinas, 3 de setembro de 2019 – O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), é o sétimo com maior número de viajantes em condições de exigir compensação por causa de interrupções de voos, como atrasos e cancelamentos. Ao comparar o primeiro semestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o aeroporto permaneceu na mesma posição e registrou uma diminuição de 25% de passageiros elegíveis – aqueles que podem reivindicar direitos. Os dados fazem parte de estudo divulgado hoje pela AirHelp, organização internacional especializada em direitos dos passageiros aéreos.

Os aeroportos de Cumbica (SP), Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) estão no topo da lista e juntos somam mais de 400 mil viajantes elegíveis à solicitação de compensação nos seis primeiros meses de 2019, um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além desses, os aeroportos de Brasília, Salvador e Porto Alegre também tiveram alta no número de passageiros elegíveis à compensação por conta de transtornos.

Ao comparar o primeiro semestre de 2019 com o mesmo período do ano passado, o número de passageiros elegíveis a direitos, segundo a legislação brasileira, dobrou no país, passando de 500 mil para um milhão. Segundo expectativa da AirHelp, até o fim do ano cerca de dois milhões de viajantes podem ter direito à compensação.

“A tendência global de rápido crescimento do tráfego aéreo leva a infraestrutura da aviação ao limite, causando maiores interrupções de voos, o que também é observado no Brasil. Agora, mais consumidores brasileiros de classe média têm a possibilidade de voar no país e para destinos internacionais. Os aeroportos e companhias aéreas não estão totalmente preparados para atender o aumento de passageiros confortavelmente e dentro prazo. Dois a cada 10 voos que partem de aeroportos brasileiros são afetados por cancelamentos ou atrasos”, explica Christian Nielsen, diretor jurídico da AirHelp.

No primeiro semestre, o maior aumento de passageiros elegíveis a direitos foi observado em Salvador, com alta de quase 315%, seguido pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, com quase 30% de crescimento, e Congonhas, com 26%.

10 aeroportos com maior quantidade de passageiros elegíveis à compensação no primeiro semestre de 2019

PosiçãoAeroportoPassageiros elegíveis à compensaçãoEvolução
Aeroporto Internacional São Paulo–Guarulhos (SP)178,6 mil+ 22%
2 ºAeroporto de Congonhas – São Paulo (SP)119,2 mil+ 26%
3 ºAeroporto Santos Dumont – Rio de Janeiro (RJ)107,7 mil+ 15%
4 ºAeroporto Internacional de Brasília–Presidente Juscelino Kubitschek52,9 mil+ 15%
5 ºAeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães – Salvador (BA)34,4 mil+ 315%
6 ºAeroporto Internacional Salgado Filho – POA (RS)32,3 mil+ 28%
7 ºAeroporto Internacional Viracopos – Campinas (SP)31,6 mil– 25%
8 ºAeroporto Internacional Afonso Pena – Curitiba (PR)30,7 mil– 22%
9 ºAeroporto Internacional Rio-Galeão (RJ)30,1 mil– 33%
10 ºAeroporto Internacional Tancredo Neves – Confins (BH)29,8 mil– 36%

Passageiros brasileiros estão amparados por legislação

De acordo com resoluções da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), passageiros que sofreram atrasos de voo de mais de 4 horas, cancelamentos de última hora ou overbooking, têm direito à assistência material, incluindo refeições, bebidas, comunicação e acomodação, se necessário. A lei se aplica a todos os viajantes aéreos que chegam ou partem de aeroportos brasileiros.

O que a companhia aérea deve fornecer depende de quanto tempo o passageiro fica aguardando após o horário de partida original. Após uma hora, passageiros devem receber acesso à comunicação (por exemplo, ligação telefônica ou acesso a Wi-Fi para contato via e-mail). Quando passar de duas horas, devem receber refeições apropriadas para a hora do dia. E, ao exceder quatro horas, os viajantes devem ter a opção de remarcar o voo ou receber reembolso total. Além disso, se o passageiro tiver que pernoitar antes de pegar um voo, deverá receber acomodação em hotel.

Se a companhia aérea não prestar assistência adequada aos passageiros, as leis do Brasil permitem que os passageiros reivindiquem custos atrasados – chamados de danos materiais. No entanto, segundo o Código do Consumidor do Brasil, os passageiros também têm o direito de buscar uma compensação pelo que é conhecido como dano moral. Isso significa que os passageiros não precisam provar apenas que foram impactados por custos, já que as leis preveem que perda de tempo, oportunidades perdidas e maus tratos também são importantes e merecem ser recompensados.

Como solicitar compensação

Passageiros que desejarem reivindicar compensação por causa de interrupções de voos podem acessar o site da AirHelp e preencher um breve formulário. A organização fornece aos consumidores informações se seu caso é elegível para compensação, além de orientação sobre seus direitos, ajudando viajantes a enviar solicitação à companhia aérea responsável.

Se o passageiro tiver direito à compensação, por meio da AirHelp ele poderá encontrar a assistência jurídica correta para prosseguir com a reivindicação em seu nome. “A legislação brasileira está entre as mais fortes leis pró-cliente em escala global e pode ser um aprendizado para muitos países. Mas ela também pode ser difícil de entender, sendo complicado avaliar qual a compensação pode ser obtida para um único indivíduo sem o suporte jurídico”, avalia Nielsen.

Em julho, a AirHelp lançou um novo serviço no Brasil com uma rede de advogados brasileiros para atender passageiros de acordo com as leis locais. O trabalho jurídico é apoiado por um dos maiores bancos de dados de estatísticas de voo do mundo, inúmeros bots de inteligência artificial e especialistas em direitos dos passageiros aéreos. Essa nova tecnologia pioneira torna mais fácil, mais barato e muito mais acessível e eficaz para os passageiros reivindicarem a indenização devida.

Desde 2013, a AirHelp já ajudou mais de 13 milhões de passageiros em todo o mundo a entenderem sobre seus direitos e avaliarem suas reivindicações. “Nosso objetivo no Brasil, como em todos os países em que operamos, é lutar pelo direito dos passageiros à compensação e responsabilizar as companhias aéreas por graves interrupções nos voos. Lidamos com pedidos de compensação em nome dos passageiros, eliminando o estresse do processo e tornando-o mais fácil possível para o consumidor”, acrescenta Nielsen.

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Campinas

Entidade de Campinas incentiva o transporte sustentável com seus associados

O presidente do sindicato considera essencial a participação das entidades de classe neste debate

Redação

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Em julho deste ano, o Relógio do Clima, projeto criado pelos ativistas e artistas americanos Andrew Boyd e Gan Golan, foi projetado no Cristo Redentor, na cidade do Rio de Janeiro, a fim de destacar o tempo que resta para que a emissão de gases de efeito estufa chegue ao limite – pouco mais de cinco anos, segundo o relógio.

Os dados expostos pelo projeto foram apurados por outro relógio, idealizado pelo Instituto Mercator de Pesquisa sobre Bens Comuns e Mudança Climática, da Alemanha. Este, além de alertar a respeito do tempo que falta, também enfatiza a quantidade de CO2 que ainda podem ser lançada à atmosfera até que seja registrado um aumento na temperatura do planeta.

Hoje, o setor do transporte rodoviário de cargas (TRC) é um dos modais que mais emitem gases poluentes na atmosfera. De acordo com o Boletim de Conjuntura Econômica de Julho de 2023, publicado pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), o volume de serviços do setor aumentou 23,7% em março, representando, então, um número crescente de poluição do ar. 

O setor, entretanto, está ciente de tais fatos e vem se movimento para que pautas ambientais e ligadas à sustentabilidade sejam cada vez mais debatidas entre os representantes do setor. Para José Alberto Panzan, presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Campinas e Região (Sindicamp), o papel das entidades de classe que representam o TRC deve ser de apoio, de disseminação de informações e de inovações, e principalmente, de conscientização. 

De acordo com o presidente, “a preocupação com a preservação do meio ambiente tem se tornado cada vez mais urgente não apenas para as empresas transportadoras de carga, mas para o mundo também”. Segundo dados coletados pela CNT em 2022, o Brasil possui cerca de 260 mil empresas transportadoras de cargas. Num universo imenso como este, o papel das entidades, dos sindicatos, das associações e das federações é essencial para a organização de debates e de reivindicações.

Para dialogar com os associados ao Sindicamp, José Alberto destaca algumas medidas tomadas pela entidade a fim de contribuir para a conscientização das empresas da região de atuação do sindicato. “Temos abordado e discutido várias iniciativas por meio de eventos como o Programa de Inovação e Gestão Empresarial, realizado há quase duas décadas pelo Sindicamp, que trouxe temas relacionados à sustentabilidade e a ESG (sigla para sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa) ao longo dos anos, trazendo especialistas, empresários e técnicos para poderem falar para nossos associados”, comenta.

Além de fomentar discussões, Panzan ressalta a parceria com a CNT e com o Sest Senat. O Sindicamp tem uma viatura do Projeto Despoluir à disposição dos associados e das empresas da região para que possam aferir a emissão de poluentes de sua frota, apoiando também o Projeto Carbon Zero da CNT. “O Despoluir nos auxilia no controle de emissões de poluentes, verificando semestralmente nossos veículos, se estão bem regulados, e atendendo a legislação”, conta Panzan.

“Entendemos que a preocupação com o meio ambiente não pode e nem deve ser resumida a demandas e a projetos pontuais. Em parceria com a Raízen, por meio do Instituto AR, da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), foi disponibilizada para as empresas associadas a oportunidade de utilizar créditos de energia verde, diminuindo a conta de energia elétrica das empresas”, finaliza.

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Alesp aprova projeto de lei que favorece implantação do Trem Intercidades ligando SP a Jundiaí e Campinas

Parlamento adequa legislação e Governo está autorizado a contrair empréstimos que financiarão expansão da linha férrea

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As deputadas e os deputados estaduais aprovaram, por unanimidade, em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o projeto de lei que favorece a proposta do Governo de implantar o Trem Intercidades – linha expressa que ligará a Capital Paulista à cidade de Campinas.

Aprovado pelo Parlamento, o PL 912/2023 promove uma adequação na Lei Estadual 17.386/2021 e garante que o Governo possa contrair empréstimos de até R? 6,5 bilhões junto a instituições financeiras e, assim, financiar parte das obras de construção do trecho ligando a atual linha férrea até a cidade de Campinas. O mesmo plano do Executivo prevê, também, a ampliação e a modernização da atual Linha 7-Rubi, que hoje liga a Capital a Jundiaí.

Ao defender o projeto, o líder do governo na Alesp, deputado Jorge Wilson Xerife do Consumidor (Republicanos), afirmou que está sendo dada a oportunidade de São Paulo tocar a implantação do Trem Intercidades e de melhorar a mobilidade urbana. “Vamos continuar trabalhando para que o cidadão paulista tenha um serviço de qualidade e que essa medida impacte de forma positiva a vida das pessoas”, afirmou.

O que mudou na legislação?

Desde 2013, há uma lei autorizando o Estado a assumir empréstimos de até R? 1,5 bilhão para a implantação do Trem Regional SP-Campinas. Na época, contudo, o projeto não avançou. Agora, esse montante foi somado a outros R? 5 bilhões que o Governo pode assumir em crédito junto a instituições financeiras para obras de infraestrutura.

Ao unir essas duas autorizações, o projeto de lei aprovado nesta quarta garante, então, o montante de R? 6,5 bilhões para investimentos em infraestrutura, em especial de mobilidade urbana e transporte intermunicipal. Não houve aumento no saldo disponível para crédito, mas a soma de duas quantias já autorizadas pela Alesp.

Como já anunciado pelo atual governador Tarcísio de Freitas, a ideia é que esse recurso seja utilizado para dar início ao projeto de implantação do Trem Intercidades.

A proposta recebeu aval das Comissões de Constituição, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Planejamento, por meio de um Congresso de Comissões realizado na terça, 20. O texto final recebeu alterações após emendas parlamentares que ampliam medidas de transparência sobre as transações de empréstimos feitas pelo Estado.

O Trem Intercidades

De acordo com o anunciado pelo Governo, as obras do Trem Intercidades e da modernização da Linha 7-Rubi serão executadas por meio de uma parceria público-privada. Já está publicado o edital de um leilão internacional para a concessão patrocinada da construção do Eixo Norte do Trem Intercidades. O valor de investimento estimado da iniciativa privada é de R? 12,8 bilhões e o prazo da concessão será de 30 anos.

Com a concretização do projeto, devem ser ofertados três serviços: a linha 7-Rubi passará por uma revitalização das vias, operando entre a Barra Funda e Jundiaí; o Trem Intermetropolitano (TIM) seguirá do município de Jundiaí com paradas nas estações em Louveira, Vinhedo e Valinhos; já o Trem Intercidades (TIC), opção expressa, terá percurso total de 96 km e duração de aproximadamente 1h entre a Capital e Campinas, com única parada em Jundiaí.

Mais obras de mobilidade

Além do Trem Intercidades, a readequação da Lei Estadual 17.386/2021 irá permitir ao Estado, também, a possibilidade de utilizar recursos já autorizados pelo Parlamento para outras importantes obras de infraestrutura. Entre elas está a modernização e expansão da Linha 2-Verde do Metrô e obras de mobilidade entre Santos e Guarujá.

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Campinas

Parque D. Pedro Shopping e faro realizam 1ª edição do Festival Junino com shows, gastronomia e entretenimento

Evento, que acontece de 8 a 11 e nos dias 17 e 18 de junho, terá atrações musicais todos os dias, além de estações de restaurantes e comida típica

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O Parque D. Pedro Shopping, administrado pela Aliansce Sonae +brMalls, e a agência faro realizam a primeira edição do Festival Junino, um evento gastronômico, com shows e entretenimento para toda a família. Em dois finais de semana, de 08 a 11 e nos dias 17 e 18 de junho, das 12h às 22h, no Estacionamento VIP da Entrada Águas, a fogueira estará acesa para receber toda a família. Os ingressos (R$20 inteira e R$10 meia), já estão à venda no site. Crianças de até sete anos não pagam.

Entre os artistas confirmados estão a dupla sertaneja Otávio e Raphael, o cantor João Itallo e a banda de brasilidades Cooperativa. A parte gastronômica promete atrair os interessados em comidas típicas e até pratos da alta gastronomia.

O evento contará com estações dos restaurantes Casa Bárbaros, Jangada, Gelateria, GBK Burger, Hot Dog Express, Romana, Alta Pizza, Mia Pasta e Sugo, Leoni e La Dolce Vita, além de barracas com milho verde, pastel, comidas e bebidas típicas.

“Vamos trazer todo o clima desta que é uma das festas mais esperadas pelos brasileiros. Este evento no Parque D. Pedro Shopping trará lazer e entretenimento para Campinas e Região, com quitutes e bebidas típicas das festas juninas. Com o Festival Junino, queremos marcar as celebrações desta época, por isso selecionamos com critério as opções de gastronomia e entretenimento”, afirma Taís Tavares, gerente de marketing do empreendimento.

O Festival Junino será realizado em parceria com a faro, agência especializada em eventos e ativações de marcas, que tem mais de 17 anos de atuação e já trouxe experiências para mais de 220 mil pessoas. “Toda a produção e o planejamento da comunicação do Festival Junino estão sendo realizadas e executadas pela nossa equipe. Nossa expertise na área de eventos nos permite afirmar que esta será a primeira de muitas edições do Festival Junino. Campinas e região merecem um evento deste porte para curtir uma festa deliciosa, bem estruturada e pensada para toda a família”, diz Lucas Bazan, responsável pelo time de conteúdo da faro.

Serviço:Datas: de 08 a 11 de junho e dias 17 e 18 de junho
Horário: 12h às 22h
Local: Parque D. Pedro Shopping – Estacionamento VIP Entrada Águas
Ingressos: https://bit.ly/FestivalJuninoParqueDPedro
*Obs: crianças até sete anos não pagam
Redes sociais: @parquedpedro @faroeventos

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