Após escândalo, Ultrafarma troca bandeira em Jundiaí para DSG Farma

A unidade da rede Ultrafarma em Jundiaí está passando por uma mudança de bandeira e agora opera sob o nome DSG Farma. A alteração ocorre em meio a um cenário de crise envolvendo a marca, após denúncias do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) relacionadas a um esquema bilionário de fraudes tributárias.

A DSG Farma, empresa de origem mineira, vem expandindo sua presença no país e já é responsável pela operação de diversas unidades que anteriormente utilizavam a marca Ultrafarma Popular. O movimento de rebranding tem sido adotado por várias lojas, especialmente após o desgaste reputacional associado à rede.

Em 2021, a DSG Farma adquiriu o Grupo MaisBrasil, responsável por licenciar a marca Ultrafarma Popular. Com a aquisição, a empresa se consolidou como uma holding com cerca de mil unidades em operação em todo o Brasil, fortalecendo sua atuação no modelo de franquias.

A mudança em Jundiaí ocorre após a repercussão de investigações conduzidas pelo MP-SP, que denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (15), 11 pessoas por envolvimento em crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O caso está ligado a um esquema de manipulação de créditos de ICMS dentro da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Entre os denunciados está o empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, preso temporariamente em agosto de 2025 durante a Operação Ícaro. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), com apoio da Polícia Militar.

Segundo o Ministério Público, o esquema criminoso funcionava desde 2021 e envolvia a manipulação de processos administrativos para favorecer empresas do varejo na quitação de créditos tributários, mediante pagamento de propina. O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto é apontado como o principal articulador da estrutura, que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em créditos fraudulentos.

Outro nome citado na denúncia é o ex-fiscal Alberto Toshio Murakami, atualmente foragido e suspeito de integrar o grupo. O processo foi protocolado na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, e ainda aguarda decisão da Justiça sobre seu recebimento.

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