A Câmara dos Deputados aprovou, com 415 votos a favor, 29 contrários e duas abstenções, a medida provisória que cria o programa Gás do Povo, proposta considerada uma das principais ações sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. O texto segue agora para votação no Senado e precisa ser aprovado até 11 de fevereiro para não perder a validade.
O novo programa substitui o antigo Auxílio Gás, criado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como benefício temporário, pago a cada dois meses. Na nova versão, o Gás do Povo torna-se uma política permanente, garantindo o pagamento do valor integral do botijão de 13 quilos às famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico.
O benefício será distribuído pela Caixa Econômica Federal, por meio do vale-recarga, sem cobrança de taxas. O saque pode ser feito com o cartão e senha do Bolsa Família, cartão de débito da Caixa ou CPF com código de validação enviado por SMS.
Para participar, as famílias devem ter o cadastro atualizado no CadÚnico há menos de dois anos, com renda de até meio salário mínimo por pessoa — atualmente, R$ 810,50 — e prioridade para quem já recebe o Bolsa Família.
De acordo com o governo, o objetivo é ampliar o alcance do programa para 15 milhões de famílias em todo o país. Quando lançado, o benefício contemplava inicialmente 10 capitais, e posteriormente foi expandido para todas as 27 capitais brasileiras.

