Casos de violência contra pais crescem 41% em Jundiaí, aponta Disque 100

Os casos de violência contra pais e mães em Jundiaí apresentaram um crescimento expressivo de 41% em 2025, conforme dados consolidados divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Disque 100. O levantamento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos aponta que, ao longo do último ano, a cidade registrou 3.600 violações de direitos contra esse público, superando significativamente os índices do período anterior.

De acordo com o relatório, o número de denúncias formais também subiu, chegando a 525 registros — uma alta de 22% em comparação a 2024. A disparidade entre o número de denúncias (525) e o de violações (3.600) é explicada pelo fato de que uma única denúncia pode englobar múltiplos tipos de abusos, como violência física, psicológica e negligência financeira simultaneamente.

Em análise aos dados, o advogado criminalista da OAB Jundiaí, Leandro Giacomelli, classificou o cenário como ‘alarmante’. Segundo o especialista, a violência doméstica contra ascendentes costuma ser gradativa. ‘Normalmente, esse tipo de abuso começa com sinais sutis e vai escalando. Não se restringe apenas à agressão física; envolve abandono, omissão e violência psicológica severa’, explica Giacomelli. Ele destaca que o Judiciário paulista e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm aplicado, por analogia, as medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha para proteger pais e idosos em situação de risco.

Autoridades locais reforçam que as denúncias podem ser feitas de forma anônima e gratuita pelo Disque 100. Em Jundiaí, a rede de proteção conta com a atuação da Patrulha do Idoso, do Ministério Público e dos Conselhos de Direitos. Para situações de emergência e flagrante, a orientação é acionar imediatamente a Guarda Municipal pelo telefone 153 ou a Polícia Militar pelo 190.

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