Além do PIB: Jundiaí consolida modelo de gestão e vence prêmios estaduais

Jundiaí deixou de ser apenas um destaque em indicadores financeiros para se tornar referência em políticas de impacto social direto. Na noite desta terça-feira (17), a “Terra da Uva” reafirmou seu protagonismo estadual ao receber dois prêmios fundamentais que atestam a eficiência da atual gestão: o Prêmio SEBRAE de Sustentabilidade e Meio Ambiente e o […]

Jundiaí registra ao menos um caso de violência contra criança ou adolescente por dia, aponta Ministério dos Direitos Humanos

Apesar de queda de 27% nos registros no início de 2026, Conselho Tutelar alerta para a importância de identificar sinais de violência e incentivar denúncias pelo Disque 100Pelo menos uma criança ou adolescente é vítima de violência em Jundiaí a cada dia, apontam dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Somente em janeiro e fevereiro deste ano, foram registrados 65 casos no município — uma queda de quase 27% em relação ao mesmo período de 2025, quando 89 denúncias foram protocoladas. Apesar da redução nos números, o cenário segue preocupante e mantém o Conselho Tutelar em alerta permanente.
O conselheiro Thiago Calheiro Costa explica que o órgão é responsável por garantir que os direitos das vítimas sejam respeitados e por agir sempre que houver suspeita ou confirmação de violação. “O Conselho Tutelar é um órgão autônomo a nível municipal e ele é responsável por zelar e observar o cumprimento dos direitos de crianças e adolescentes. Uma vez identificado que há violação desses direitos, ele vai aplicar medidas de proteção para que cessem as violações”, explica.
Mudanças de comportamento estão entre os principais sinais de alerta. Segundo o conselheiro, a atenção de pais e da escola é fundamental para identificar situações de risco. “Normalmente a criança vai mudar o comportamento. Então é importante os pais estarem atentos aos sinais quando a criança volta da escola ou quando não quer ir para a escola. São sinais de que alguma coisa pode estar errada”, afirma.
Diante de qualquer suspeita, a orientação é comunicar imediatamente o Conselho Tutelar. “Os Conselhos Tutelares precisam ser comunicados de alguma forma sobre essa suspeita. Os telefones de contato estão disponíveis no site das prefeituras ou através do canal Disque 100, que mantém o anonimato da pessoa”, orienta Thiago.
O conselheiro reforça ainda o papel central da família no acompanhamento cotidiano das crianças e adolescentes. “A família tem que observar. É importante observar o comportamento dos filhos e manter um bom diálogo para entender o que está acontecendo. Em caso de desconfiança, é importante conversar com a escola e, nos casos mais graves, procurar o Conselho Tutelar”, conclui.

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