O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, autorizou a concessionária TIC Trens a captar R$ 7,86 bilhões no mercado financeiro para o projeto do trem-bala que ligará Campinas à capital paulista, com parada em Jundiaí. O valor corresponde a cerca de 50% do total estimado para a implantação dos três eixos que compõem o sistema ferroviário.
O primeiro eixo prevê o serviço expresso entre a Estação Barra Funda, em São Paulo, e Campinas, com parada intermediária em Jundiaí. O segundo é o Trem Intermetropolitano, com operação paradora entre Jundiaí e Campinas, atendendo também Louveira, Vinhedo e Valinhos. O terceiro eixo envolve a modernização completa e a operação da Linha 7-Rubi, atualmente sob gestão da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O projeto foi classificado pela União como prioritário no setor de infraestrutura e mobilidade urbana. Com isso, foi concedida autorização para a emissão de debêntures incentivadas, títulos de dívida que permitem às empresas captar recursos diretamente de investidores, em alternativa aos financiamentos bancários.
Nesse modelo, a empresa emissora oferece os títulos a pessoas físicas ou instituições, comprometendo-se a pagar juros periódicos e devolver o valor principal ao final do prazo estabelecido. A vantagem das debêntures incentivadas está na isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos — um incentivo criado pelo Governo Federal para viabilizar obras de interesse público.
De acordo com o contrato de concessão firmado com o governo paulista, as obras do trem-bala devem começar ainda neste ano. A TIC Trens é formada pelas empresas Comporte e CRRC, responsáveis pela execução e operação do empreendimento.
