A licitação do transporte público de Jundiaí, realizada nesta quarta-feira (26), mostrou algo que vai além de quem ficará responsável pelos ônibus da cidade: a seriedade do processo construído pela atual administração. Mesmo que a Viação Jundiaiense, operadora atual, tenha ficado em primeiro lugar na concorrência, isso ainda não a torna vencedora. O contrato será fechado apenas depois da apresentação do plano de trabalho e da conferência de toda a documentação. E isso é sinal de um processo técnico, transparente e com regras claras.
As melhorias previstas neste novo contrato não surgiram do nada. Foram amplamente discutidas ao longo de 2025, em três audiências públicas realizadas de forma aberta e participativa, com contribuições presenciais e on-line da população. O resultado é um pacote de exigências que coloca o transporte coletivo jundiaiense em um novo patamar de qualidade e sustentabilidade.
O plano prevê a entrega de 100 ônibus zero quilômetro já no primeiro ano, todos equipados com motores Euro 6, capazes de reduzir em até 70% a emissão de poluentes. A frota com ar-condicionado passará de 32% para 60% dos veículos em operação. O número de articulados dobrará, de oito para 16, e haverá ônibus adaptados para vias de terra e veículos de maior capacidade nas linhas mais movimentadas.
A idade máxima dos veículos será de 10 anos, com exceção dos articulados, e a frota também contará com modelos de menor porte para regiões com ruas estreitas e áreas de menor demanda.
Participaram da disputa as empresas Viação Jundiaiense, Rápido Sumaré e Sancetur. A concorrência trouxe competição saudável e mobilizou a opinião popular. Nas redes sociais, muitos moradores defenderam a permanência da Jundiaiense, lembrando experiências negativas com a Rápido Sumaré, do Grupo Belarmino, em outras cidades da região.
Independentemente de quem for a vencedora, o saldo é positivo. A gestão Martinelli mostrou firmeza ao definir regras modernas, metas exigentes e compromisso real com o usuário. O transporte público de Jundiaí se prepara para uma nova fase — e, desta vez, o contrato garante que os avanços saiam do papel.

