O vírus que causou surtos de “virose da praia” nos últimos verões agora é tema de um estudo científico conduzido por duas estudantes de Biomedicina da UNIP Jundiaí. As alunas Giovana e Maria Cecília estão realizando uma Iniciação Científica sobre o Norovírus, buscando compreender as diferenças no quadro clínico entre pessoas imunossuprimidas e não imunossuprimidas infectadas pelo agente.
O Norovírus é responsável por até 20% dos casos de gastroenterite aguda no mundo, segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Estima-se que sejam 685 milhões de casos e mais de 200 mil mortes por ano relacionadas à infecção. O vírus é altamente contagioso e provoca sintomas como diarreia, náusea, vômitos e dores abdominais, aparecendo com frequência nos meses mais quentes.
O objetivo da pesquisa é avaliar se pessoas com o sistema imunológico comprometido — como pacientes com AIDS, câncer, transplantados ou em tratamento com imunossupressores — apresentam sintomas mais graves ou prolongados do que indivíduos sem imunossupressão.
Para isso, as estudantes estão coletando dados por meio de um formulário online, anônimo e gratuito, que pode ser respondido em poucos minutos. O questionário reúne informações como idade, sintomas, duração da doença, necessidade de internação e possíveis reinfecções.
A participação é voluntária e destinada a pessoas entre 20 e 70 anos que tenham recebido diagnóstico médico confirmado de Norovírus.
“Queremos que a população participe e nos ajude a entender melhor os impactos dessa virose que tanta gente pegou nas praias e cidades do interior”, explicam as pesquisadoras. “É uma maneira simples e segura de contribuir para a ciência e ajudar na prevenção de novos surtos”, completa Giovana.
O estudo conta com acompanhamento acadêmico e segue as normas éticas de pesquisa. Todas as informações são tratadas de forma confidencial, e os dados serão utilizados exclusivamente para fins científicos.
Interessados em colaborar podem acessar o formulário por meio do link:
? Formulário da pesquisa (Google Forms)
Também é possível acompanhar novidades sobre o estudo pelo perfil @magiverso.notes no Instagram.
