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Quando uma gravidez é considerada de alto risco

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É rápido e acessível encontrar informações para gestantes e mulheres que buscam ter um bebê: nas redes sociais, nos livros, na mídia e, é claro, na internet. A lista é extensa, mas nada substitui a experiência de engravidar. Esse momento, único e especial, pode levar a uma série de dúvidas e, em tempos de pandemia, é possível observar a crescente preocupação das mulheres com uma gestação de alto risco.

Uma dúvida frequente no consultório é sobre o que de fato é uma gravidez de alto risco. Esse é um termo muito amplo, que engloba qualquer aspecto que saia do curso de uma gravidez típica, em uma mulher que não apresente nenhum problema prévio de saúde. Geralmente indica a possibilidade de que o parto seja prematuro, a gestação interrompida ou ocorram complicações para a mãe e para o bebê.

As principais causas que levam a paciente a ter esse tipo de gestação são hipertensão e diabetes. Portanto, é preciso ressaltar que existem hábitos que diminuem e hábitos que aumentam o risco de desenvolver uma gestação assim. Para evitar, recomendo à gestante fazer o que todas as pessoas deveriam: ter uma alimentação saudável, realizar atividade física regularmente, evitar tabagismo e consumo de álcool e controlar o peso – no caso das futuras mamães, esse controle deve ser executado antes da gestação. Não é recomendada a perda de peso durante a gestação, mas sim o controle de ganho.

É importante frisar que durante toda a gestação podem ocorrer complicações que tornam uma gravidez normal em gestação de alto risco. Por isso, logo no início do pré-natal, e durante toda a gestação, deve-se proceder uma “avaliação de risco” das gestantes para identificar e mapear os riscos a que estão expostas.

O primeiro passo é ter uma consulta pré-concepcional. É neste momento que é possível identificar se a paciente possui algum fator de risco, histórico familiar ou alguma tendência. Caso ela esteja com sobrepeso ou obesa, já é viável orientar a perda de peso antes da gravidez. Se ela possuir algum hábito alimentar inadequado, é possível ajustar. Para prevenir a gravidez de alto risco é necessário ter essa avaliação antes da gestação para identificar alterações e, assim, orientar a paciente a engravidar em condições melhores.

Após a concepção, são realizados exames pré-natal para identificar possíveis tendências como riscos de diabetes, de hipertensão, além de alterações relacionadas ao bebê, como colo uterino curto, alteração no desenvolvimento, modificação no fornecimento de nutriente para o bebê, entre outros. E tudo isso só é viável de avaliar ao longo da gestação. Por isso, para prevenir uma gravidez de alto risco, é preciso ter um pré-natal adequado.

Hoje, com a crescente tendência da postergação da maternidade, temos um número expressivo de mulheres deixando a gravidez para depois. Mas até quando uma gravidez adiada pode se tornar de risco? A resposta é: acima dos 35. É nessa faixa etária que certos riscos se tornam mais prováveis e, portanto, mais dignos de discussão. Diversos estudos já revelaram que as mulheres que engravidam após 35 enfrentam grandes riscos de complicações, tanto relativas ao parto, quanto ao bebê. Mas isso não significa que todas elas terão problemas na gestação.

Algumas pacientes podem ter dificuldades de concepção também por conta ovulação. Contudo, a boa gestação vai depender muito do estilo de vida e, consequentemente, saúde da paciente. Há, inclusive, casos de mães “idosas” mais saudáveis do que gestantes adolescentes, por exemplo. Antes de qualquer coisa, ressalto novamente a importância da consulta para um check-up pré-concepção. Um obstetra poderá ajudar a encontrar vitaminas pré-natais e elaborar uma dieta específica para cada caso, além de alertar sobre quaisquer fatores ambientais que devem ser evitados nos próximos nove meses.

A gestação é um momento de grandes mudanças para a mulher, tanto físicas quanto internas. A informação é essencial e nos ajuda a entender o que está acontecendo, por isso acredito muito na troca com minhas pacientes. A tranquilidade e o acompanhamento são fundamentais para que a mulher possa realizar o sonho de ser mãe de um bebê saudável. Não aceite que alguém nunca te diga o contrário. Vejo isso diariamente. Muitas batalhas são vencidas pelo amor.

Artigo por Karina Belickas. Ginecologista, obstetra e mastologista, formada pela Faculdade de Medicina da USP. Especializada no atendimento a mulheres jovens e em gravidez de alto risco, a médica atua no Hospital Santa Joana, no setor de gestação de alto risco intra-hospitalar, de gestantes e puérperas internadas por alguma complicação durante a gravidez, além do ambulatório de pré-natal de alto risco. Coordena também o ambulatório de ginecologia geral do Hospital Santa Virgínia e atende em consultório.

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Artigo: Cidade boa para crianças é boa para todos

Redação

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Uma cidade boa para as crianças é boa para todos. Essa é uma tese defendida por diversos especialistas em “Infância”, mas desenvolvida de forma muito prática em Jundiaí. Em gestão pública, é fundamental reconhecer a importância da primeira infância nas políticas sociais e projetos em favor das crianças. E por quê? Porque isso diz respeito diretamente à qualidade de vida das pessoas, diz respeito a um dos sonhos mais preciosos de cada família — o de ter um filho.

Como pai de dois meninos e uma menina, evidentemente que eu tive essa percepção do valor da primeira infância muito mais aguçada. Como prefeito, posso dizer que este é um caminho claro que trilhamos em Jundiaí desde o primeiro dia que assumimos a Prefeitura, lá em 2017. Temos um compromisso muito efetivo em relação à primeira infância, período que compreende a idade da criança desde o seu nascimento aos 6 anos.

Uma criança leva para sua vida toda a atenção e o amor que recebeu dos pais e também do Poder Público. Por isto, nossa gestão, em todos os setores e de forma integrada, encaminha suas ações pensando na Jundiaí, Cidade das Crianças. Para se ter uma ideia, incluímos um capítulo inteiro em nosso novo Plano Diretor todo voltado às políticas em favor da criança em Jundiaí. O objetivo é tornar a cidade mais amigável à criança, ampliando a oferta de praças, parques e espaços públicos mais lúdicos, que incentivem o livre brincar em contato com a natureza. É preciso preparar a cidade para que cada criança nossa possa ocupá-la com segurança, acessibilidade e autonomia. O que queremos é que elas possam encontrar diferentes crianças e suas famílias no espaço público, agregando assim mais valor ao convívio social e construindo uma sociedade mais igualitária e solidária.

Assim, foi com muita felicidade que tive a oportunidade de assinar a adesão de Jundiaí à Rede Latino Americana — Projeto Cidade das Crianças. Nosso município foi o primeiro do Estado e o segundo do País a estar no programa, que tem por objetivo incentivar a participação das crianças nas discussões sobre o que podemos fazer para aprimorar a qualidade de vida para todos os moradores da cidade.

A partir daí, criamos em Jundiaí o Comitê de Crianças, que tem participação efetiva na definição das políticas públicas da cidade. O Comitê foi instituído em 2018, após a adesão do Município à Rede Latino-Americana Cidade das Crianças, uma iniciativa concebida pelo pedagogo italiano Francesco Tonucci (Frato). Uma das exigências da adesão era que o Município realizasse a escuta das crianças e, logo em 2019 foi instituído o Comitê, que este ano já chega à sua quinta composição.

Não apenas como gestor, mas como pai de família, sinto que devemos dar espaço às opiniões da infância, sejam elas as mais singelas ou as mais significativas. A importância de ouvir a criança sobre o que ela espera que uma cidade faça por ela está no fato de, naturalmente, elas possuírem um olhar sem malícia, sem egoísmo e sempre positivo sobre o mundo. E é isto que devemos buscar a cada dia.

Considero, desta forma, nosso parque “Mundo das Crianças” como um espaço fundamental na prática de ações voltadas à infância. O parque está situado no entorno das nossas represas, ao lado do Parque da Cidade. Além da finalidade de proteger o nosso sistema de abastecimento de água, o Mundo das Crianças propicia conhecimento e vivência sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. Nada melhor que unir este conceito justamente à convivência infantil, por meio de atividades esportivas e de lazer, que estimulam o processo de formação saudável das nossas crianças.

Para coroar as ações que desenvolvemos em Jundiaí, de forma inédita, nossa cidade promoverá, de 18 a 24 de março, o 1º Encontro Brasileiro de Cidades das Crianças e o Fórum Internacional das Infâncias, ambos dedicados a discutir, apresentar ações e incentivar propostas com foco na criança. O convite para a participação é estendido a governadores, prefeitos e autoridades de todo o Brasil.

Junto às crianças de Jundiaí, aproveitaremos a oportunidade para abrir um espaço de diálogo e construção, a partir da abordagem técnica de representantes das Redes Latino-Americana – Cidade das Crianças e Urban95, da qual participam 24 municípios.

Pela primeira vez no Brasil, o pedagogo Francesco Tonucci, fundador da Rede Mundial Cidade das Crianças, já tem presença confirmada, além da coordenadora da Rede Latino-Americana de Cidade das Crianças, Lorena Morachino, educadores, acadêmicos e profissionais de renome de diversos segmentos.

Este será um importante debate que teremos gosto em participar, não apenas porque temos muito a dizer — e sim porque, para Jundiaí, é muito natural e gratificante a valorização que damos à infância. Porque nós somos, sim, com muito orgulho, a “Cidade das Crianças”.

Por Luiz Fernando Machado, prefeito de Jundiaí em seu segundo mandato

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A metamorfose da mulher madura

Com relatos intimistas e sensíveis, Eliane Bodart reflete sobre as muitas faces da existência feminina no lançamento “Estilo Ageless”

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Todas as pessoas passam por transformações ao longo da vida, mas este não é um livro sobre isso. Em contos e crônicas, Estilo Ageless é a união das muitas histórias vivenciadas pelas mulheres ao longo da vida, especialmente aquelas com mais de 40 anos e que se presume já terem alcançado a estabilidade (quiçá a felicidade) em várias áreas.

A partir das próprias experiências, Eliane Bodart provoca as leitoras a refletirem sobre as mudanças do passado, presente e futuro. Da construção de carreira à organização de um guarda-roupas, da forte crise de depressão à alegria de descobrir que será avó, a autora traz relatos únicos, que, ao mesmo tempo, poderiam ser de qualquer mulher adulta.

Esta obra é sobre e para todas aquelas que precisaram redefinir os próprios papeis durante a vida, que experienciaram momentos de alegrias e vitórias, mas que também sofreram e choraram na derrota. Para Eliane, o mais importante nesse processo é entender que não precisa ser forte o tempo todo, que cada mulher é única e que conhecer a si mesma é imprescindível para amar-se.

A estrada é sinuosa e, na maior parte do caminho, você estará sozinha.
Assustador? É.
Mas não há outro modo de alcançar a margem do rio
senão atravessar a ponte sobre ele, muitas vezes estreita e insegura.
Qual a vantagem?
De se encontrar do outro lado refeita, inteira, melhor
e maior do que jamais havia sido.

(Estilo Ageless, pg. 218)

O movimento Ageless (do inglês “sem idade”) surgiu para quebrar o tabu de que envelhecer era sinônimo de perder a beleza. Iniciou na moda e foi expandido para todas as áreas, para designar todas as mulheres que não querem ser categorizadas pela idade. Eliane Bodart faz parte desse grupo e acredita que independente de quantos anos tiverem, todas podem começar uma nova carreira, viver novos amores e, principalmente, amar a si mesmas como são.

FICHA TÉCNICA
Título: Estilo Ageless
Subtítulo: histórias da mulher +
Autora: Eliane Bodart
Páginas: 
240
ISBN: 978-65-254-3925-9Formato: 14cm X 21cm
Preço: R$ 56,90 (livro físico), R$ 9,90 (eBook)
Link de venda: ViseuAmazon

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Vestibular: já é hora de começar a se preparar?

Criar hábitos e uma rotina de estudo desde o começo do ano é essencial para um bom desempenho no ENEM e nos vestibulares

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Quando começar a estudar para o vestibular costuma ser uma dúvida bastante comum entre os candidatos. Afinal, quanto mais preparado o vestibulando estiver, menor será o nervosismo no momento de prestar o exame para ingressar no curso escolhido. Neste sentido, o mais indicado é começar o ano montando uma rotina de estudos, organizando o seu tempo de acordo com o conteúdo a ser estudado.

“A vantagem de já estar introduzido em uma rotina de estudos desde o começo do ano é a de criar hábitos, fazer do estudo algo habitual, assim, não perdendo o gás no final do ano”. Essa é uma das principais dicas da Emylly Lopes Theodoro, de 19 anos. Ela fala da importância de se preparar logo no começo do ano para os vestibulares e também para o Enem.

A jovem, que se prepara para prestar Medicina, conta que fazer um cursinho preparatório é diferente dos estudos do Ensino Médio, pois o aluno precisa assumir completamente o protagonismo. “Então é muito importante entrar já com a mentalidade de que você é responsável pelos seus estudos. É claro que as aulas e os professores ajudam bastante, mas a maioria tem que partir do próprio aluno”.

Com isso, o vestibulando precisa ter a consciência de que após as aulas, é necessário chegar em casa e realizar os exercícios propostos no dia. “Quando você toma a iniciativa, desde o início do ano, de criar uma rotina de estudos, com cronograma e planejamento, o processo se torna mais leve”, explica o psicopedagogo Carlos Camargo, diretor pedagógico do Ápice Vestibulares.

Carlos reforça que um jovem que busca focar os estudos meses antes das provas já pode contar com um grande diferencial. “O ideal é que seja montado um plano de estudo personalizado para cada aluno. Sempre que iniciamos uma nova turma, temos também a preocupação de oferecer uma orientação de carreira com foco no autoconhecimento, ajudando o aluno a ser mais preciso na escolha, se identificando melhor com a futura profissão”, explica.

O psicopedagogo ainda ressalta a importância do aluno na orientação. “É algo que precisa acontecer o ano todo. O aluno é protagonista do seu universo de estudos, mas os professores e especialistas precisam estar ao lado para dar todo suporte, desde esclarecimento dos editais das provas até preparação física e mental. Neste sentido, um grande diferencial é a participação do aluno nas palestras promovidas sobre alimentação, equilíbrio entre a rotina de estudos e de laser, cuidado emocional, entre outros”.

Para a aluna Emylly, ter esse equilíbrio é essencial neste período intenso de preparação. “Não somos uma ‘máquina de estudos’. É preciso, sim, ter foco, rotina de estudo e muita dedicação. Mas a verdade é que não dá para descuidar da saúde física e menos ainda da mental. Isso é essencial para quem quer passar no vestibular”, finaliza.

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