A retomada das cirurgias de reconstrução mamária em 2025 vem fortalecendo a linha de cuidado oncológico em Jundiaí, com redução de fila e foco em humanização no atendimento às mulheres que enfrentaram câncer de mama. Um dos casos é o de Telma Osorio da Silva, 49 anos, que passou por duas mastectomias, três anos de tratamento e, no ano passado, realizou cirurgia de reconstrução com prótese e enxerto, relato em que ela afirma ter recuperado a felicidade e a autoestima ao voltar a usar o biquíni com que sempre sonhou.
O serviço voltou a ser oferecido no município a partir de uma parceria entre a Prefeitura de Jundiaí, por meio do Ambulatório da Saúde da Mulher, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) e o Hospital Universitário (HU). Pelo fluxo definido, o Hospital São Vicente responde pela integralidade do cuidado, com contratação da equipe de mastologia e fornecimento de materiais para os procedimentos; o Ambulatório da Saúde da Mulher oferece estrutura ambulatorial, exames, reabilitação e equipe multiprofissional; e o HU é o responsável pela realização das cirurgias.
Para a secretária municipal de Promoção da Saúde, Márcia Facci, a reconstrução mamária representa mais que um procedimento cirúrgico ou estético, sendo parte do cuidado integral, do respeito à dignidade e do apoio à autoestima das pacientes. Ela destaca que garantir o acesso pelo sistema público reconhece que a recuperação envolve dimensões física, emocional e social, com compromisso de oferecer atendimento cada vez mais humanizado, acolhendo as mulheres em todas as etapas do tratamento e da reconstrução de suas vidas.
O projeto ganhou força em 2025, quando a administração municipal estabeleceu a parceria e organizou o fluxo de encaminhamentos, modificando a realidade de pacientes que antes aguardavam em filas junto com outras emergências ou precisavam buscar atendimento em outras cidades. A ginecologista e mastologista Alicia Cardoso explica que há dois tipos de reconstrução: a tardia, realizada após o término do tratamento oncológico, como no caso de Telma, e a imediata, feita no mesmo ato da mastectomia, quando há indicação clínica.
