Série de vídeos da ACE revela histórias e curiosidades de prédios históricos do Centro

Foto: Prefeitura de Jundiaí

As ruas do centro de Jundiaí são um museu a céu aberto, onde cada fachada e esquina sussurram contos de um passado grandioso. Para além da rotina diária, edifícios icônicos guardam memórias de bailes de gala, do início da educação pública e do poder da aristocracia do café. Uma nova iniciativa em vídeo, promovida pela Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, está trazendo essas narrativas à tona, convidando moradores e visitantes a redescobrirem a riqueza cultural escondida em plena vista.

Um dos protagonistas dessa viagem no tempo é o imponente Teatro Polytheama. Inaugurado no início do século XX, o local não era apenas uma casa de espetáculos, mas o epicentro da vida social da elite jundiaiense, um símbolo de status e modernidade. Após um período de abandono que quase o levou à ruína, o teatro foi magnificamente restaurado e reinaugurado em 1996, contando com a genialidade da arquiteta Lina Bo Bardi em seu projeto de revitalização, devolvendo-o à cidade como um dos mais importantes palcos culturais do estado.

Outra joia arquitetônica é a Pinacoteca Diógenes Duarte Paes. Antes de abrigar valiosas exposições de arte, o prédio foi o berço do conhecimento para muitas gerações como sede do Grupo Escolar Coronel Siqueira Moraes, uma das primeiras escolas públicas de São Paulo. Pelos seus corredores passou um aluno que se tornaria uma lenda da música brasileira: Adoniran Barbosa. A transformação do espaço de centro educacional para polo artístico ilustra a evolução cultural de Jundiaí.

Representando o poder econômico do ciclo do café e da cana-de-açúcar, o Museu Histórico e Cultural Solar do Barão se destaca. A antiga residência do Barão de Jundiaí, com sua arquitetura suntuosa, hoje preserva um acervo inestimável que narra a trajetória do município. Visitar seus salões é como entrar em uma máquina do tempo, conectando-se diretamente com as famílias que moldaram a economia e a sociedade local.

O projeto também lança luz sobre a versatilidade dos espaços urbanos, como o atual Centro das Artes Prefeito Pedro Fávaro. Poucos talvez se lembrem, mas este vibrante polo cultural já abrigou o antigo Mercado Municipal, sendo também o palco da primeiríssima Festa da Uva, evento que se tornaria um dos maiores símbolos da cidade. Essa iniciativa da ACE não apenas celebra o patrimônio, mas fortalece a identidade jundiaiense e incentiva o comércio local, mostrando que conhecer a história é o primeiro passo para valorizar o presente.

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