A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), anunciou nesta quinta-feira (12) que vai disputar uma vaga no Senado Federal pelo estado de São Paulo nas eleições de 2026. A confirmação foi feita à imprensa durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande. Tebet afirmou que ainda não há data definida para deixar o ministério, mas que a previsão é de que sua saída ocorra até o fim de março.
A ministra relatou que o pedido formal de Lula aconteceu no dia 3 de fevereiro, após conversas também com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Antes disso, em 27 de janeiro, durante uma viagem ao Panamá, o presidente já havia sugerido informalmente que ela pensasse em ser candidata ao Senado por São Paulo. “São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, afirmou Tebet.
A ministra destacou que São Paulo foi o estado onde obteve mais votos na corrida presidencial de 2022, quando recebeu mais de um terço de sua votação total. Tebet ainda não confirmou se deixará o MDB para disputar a vaga pelo PSB, mesmo partido do vice-presidente Alckmin.
A decisão, segundo a própria ministra, só foi tomada após uma conversa com a mãe. “Eu precisava das bênçãos da minha mãe. Eu precisava conversar com a minha mãe que tinha expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela, pudesse estar mais próxima dela. Então, depois de explicar a situação para minha mãe, eu decidi cumprir essa missão”, disse.
Quem é Simone Tebet
Natural de Três Lagoas (MS), Simone Tebet é filha de Ramez Tebet, ex-governador, ex-senador sul-mato-grossense e ex-ministro da Integração Nacional. Mestre em Direito do Estado e professora universitária, é filiada ao MDB desde a década de 1990.
Tebet foi deputada estadual em Mato Grosso do Sul e, em 2004, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Três Lagoas, cargo para o qual foi reeleita quatro anos depois. Em 2011, assumiu a vice-governança do estado na chapa de André Puccinelli, acumulando o cargo de secretária estadual de Governo.
Eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul em 2014, integrou a comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016, votando a favor do afastamento. Em 2019, foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e dois anos depois representou a bancada feminina na CPI da Covid.
Em 2022, candidatou-se à presidência da República pelo MDB como aposta de uma terceira via, recebendo 4,9 milhões de votos — 4,16% do total — e ficando em terceiro lugar. Após declarar apoio a Lula no segundo turno, integrou a equipe de transição e foi anunciada como ministra do Planejamento em dezembro daquele ano.

