Tatiana Sampaio lidera pesquisas com polilaminina para tratar lesões medulares

Tatiana Sampaio, professora associada da UFRJ e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas, lidera o desenvolvimento da polilaminina, substância experimental para regeneração de lesões medulares agudas. Bióloga pela UFRJ, com mestrado em biofísica, doutorado em ciências, pós-doutorado nos EUA e Alemanha, ela atua desde 1995 na universidade em regime de dedicação exclusiva.

O projeto, iniciado em 2019 com a farmacêutica Cristália, ganhou repercussão após resultados preliminares em oito pacientes e autorização da Anvisa em janeiro para fase 1 clínica com cinco voluntários adultos (18-72 anos) com lesão torácica aguda completa (T2-T10), aplicada em até 72 horas pós-trauma. A proteína polimerizada da laminina de placenta visa reconectar neurônios, mas eficácia não está comprovada em humanos; fase foca apenas em segurança.

Sampaio reuniu-se com o presidente Lula em fevereiro para discutir os avanços. No Carnaval, João Gomes interrompeu show na Sapucaí para homenageá-la como “maior celebridade” presente. Flávio Bolsonaro a exaltou nas redes, defendendo investimentos em ciência.

A pesquisadora alerta para golpes com a substância fora de protocolos; uso rotineiro não é autorizado. A Academia Brasileira de Neurologia recomenda cautela.

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