13/12/2018 | 15:21
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Último trem da série 1100 da CPTM será aposentado esse mês

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Com a chegada dos novos Série 8500 e 9500, a CPTM começou a retirar de circulação seus trens mais antigos, trata-se do marcante Série 1100, fabricada pela brasileira Mafersa sob licença da americana Budd entre 1956 e 1957 e então chamada de TUE 100. Foram encomendados originalmente pela Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, fundada como São Paulo Railway Company no final do Século 19 e que construiu o que hoje são as linhas 7 e 10 da CPTM.

Assumindo a linha em 1984 a estatal ficou marcada pelos surfistas de trens e outros acidentes graves, o Série 1100 permaneceu em operação mesmo após a criação da CPTM, em 1992. Já em 1997, diante do estado lastimável em que se encontrava, o trem recebeu uma modernização onde ganhou uma nova frente com ampla janela e a reforma do seu interior.

Nos últimos anos, a Série 1100 ficou restrita à Linha 7-Rubi, que vai da estação da Luz até Jundiaí, com baldeação em Francisco Morato. Apesar de mais de 60 anos em serviço, é considerado um trem versátil e bastante resistente. Com a entrada em serviço das novas séries a CPTM pôde começar a tirá-los de circulação levados em sua maioria Jundiaí, estão em processo de desmonte.

Hoje restou apenas um exemplar em operação, registro 1114-1115, que deverá sair de cena assim que a companhia receber mais unidades do Série 9500, fabricado pela Rotem e trem mais moderno da CPTM. E, para marcar o momento histórico, a companhia está organizando uma espécie de viagem de despedida, próxima da realizada pelo Metrô ao retirar de circulação sua composição mais antiga da extinta Frota A. Para isso será feito o convite para grupos de fãs e perfis de redes sociais que cobrem o transporte coletivo. O evento ainda não teve data marcada.

Apesar da aposentadoria da Série 1100, ainda não significa o fim desses trens mais antigos e desconfortáveis, fabricados antes da fundação da CPTM. Séries como a 1700 e 4400 ainda são utilizadas em trechos menores e como reserva dos trens mais modernos. A tendência é que a definitiva retirada dessas composições ocorra em 2019.

Novo trem da CPTM

 

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